Viajar de avião no Brasil continua sendo uma experiência marcada por imprevistos como atrasos, cancelamentos e extravios de bagagem. Apesar disso, a maior parte dos passageiros opta por não buscar reparação na Justiça. Um levantamento inédito da Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor (MPCON), divulgado nesta sexta-feira (26), apontou que mais de 80% dos viajantes que enfrentaram dificuldades desde 2023 não entraram com ações judiciais.
A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 25 de agosto de 2025 em 19 aeroportos brasileiros, entrevistando 986 passageiros logo após seus voos. Do total, 472 relataram algum tipo de problema, somando 871 ocorrências, já que muitos enfrentaram mais de uma situação adversa. Mais da metade dos entrevistados (55,3%) afirmou ter vivenciado transtornos em pelo menos uma viagem durante o período analisado.
Os principais problemas citados foram cancelamentos, interrupções e remarcações de voos (26,1%), seguidos por extravio ou danos em bagagens (24%). Atrasos superiores a uma hora representaram 20% dos casos, enquanto atrasos acima de duas horas chegaram a 17,4%. Em quase 30% das situações (29,9%), os passageiros atribuíram as falhas às condições climáticas, mas em 41,8% dos relatos não houve qualquer ligação com o tempo.









