Em depoimento ao STF nesta terça (10), Jair Bolsonaro negou qualquer envolvimento em plano de golpe após as eleições de 2022. Disse que não houve ameaças de prisão, descartou ações ilegais com apoio das Forças Armadas e afirmou que não participou da elaboração da chamada “minuta do golpe”.
Segundo ele, as reuniões com militares foram informais e buscaram alternativas dentro da legalidade após a rejeição de ações no TSE. Bolsonaro também minimizou as chances de ruptura institucional: “Não tinha clima”.
Criticou novamente as urnas eletrônicas, elogiando modelos adotados no Paraguai e Venezuela. Ao ser confrontado por Alexandre de Moraes sobre acusações anteriores a ministros, pediu desculpas: “Me desculpe, não tinha qualquer intenção”.
Rejeição à “minuta do golpe” e negação de autoria
Negou ter incentivado atos antidemocráticos, classificando os que pediam AI-5 como “malucos”. Por fim, disse que gravou vídeos pedindo paz antes de viajar aos EUA e que não teve envolvimento com os ataques de 8 de janeiro.
“Foi colocado numa tela na televisão e mostrado de forma rápida ali. Tinha os ‘considerandos’ ali apenas. Não tinha cabeçalho, nem o ‘fecho’. Só isso. Não escrevi, não alterei, não digitei nada. Não tenho responsabilidade sobre essa minuta.”
Segundo Bolsonaro, o conteúdo sequer foi debatido e foi prontamente descartado: “Não se discutiu nada além disso. Foi abandonada qualquer possibilidade de ação constitucional”, acrescentou
Essa versão, no entanto, diverge da apresentada por Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que declarou ao STF que o ex-presidente teve contato com a minuta e chegou a sugerir alterações no texto.









