Oitenta pessoas transexuais e travestis foram assassinadas em 2025 no Brasil. Apesar de o número apontar uma redução em 34% nos casos de violência contra pessoas trans, na comparação com o ano anterior, o Brasil segue em primeiro lugar no ranking de países que mais cometem esse tipo de crime.
As informações são da nona edição do dossiê realizado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), que será lançado nesta segunda-feira (26).
O dossiê também aponta que, ainda que os assassinatos tenham diminuído, houve aumento no número de tentativas de homicídio. Isso significa que a queda de 34% em relação a 2024 não se traduz de fato em regressão da violência. Os números para o dossiê foram coletados a partir do monitoramento de notícias, denúncias diretas feitas às organizações trans e registros públicos.
Para a presidenta da Antra, Bruna Benevides, a queda no número absoluto de assassinatos é explicada pelo aumento da subnotificação, pela retração da cobertura midiática, pelo medo generalizado e pelo descrédito das pessoas trans nas instituições de segurança e justiça.









