A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), incluída na lista vermelha da Interpol há mais de uma semana, já foi localizada pelas autoridades italianas. No entanto, sua prisão ainda não foi efetivada, pois depende do aval formal do Judiciário da Itália. O mandado de prisão foi emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dentro do processo em que a parlamentar é investigada por suposta participação na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em articulação com o hacker Walter Delgatti Neto.
Durante entrevista a da GloboNews, na última sexta-feira (13), o embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca, declarou que Zambelli “poderia ser presa a qualquer momento”, indicando que o governo brasileiro acompanha o caso com expectativa de avanço. Apesar disso, o cumprimento do mandado depende da tramitação judicial no país europeu.
A Polícia Federal já tem conhecimento exato do paradeiro da deputada e está em contato com as autoridades italianas. O órgão está pronto para agir, assim que houver a liberação oficial da Justiça da Itália. Internamente, a avaliação é de que os trâmites burocráticos devem ser concluídos nos próximos dias, abrindo caminho para uma possível extradição da parlamentar ao Brasil.
Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do STF a 10 anos de prisão, acusada de contratar Delgatti para elaborar um falso mandado de prisão contra Moraes, usando uma assinatura atribuída ao próprio ministro. Apesar da apresentação de recursos pela defesa, aliados próximos admitem que a prisão é considerada inevitável, uma vez que os recursos não têm efeito suspensivo sobre a decisão do Supremo.









