O sambista Arlindo Cruz, que faleceu na última sexta-feira (8), aos 66 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos, recebeu uma despedida bem diferente das cerimônias tradicionais.
O velório começou na noite de sábado (9) e se estendeu até a manhã deste domingo (10), na quadra da escola de samba Império Serrano, no Rio de Janeiro. A celebração contou com cerveja, churrasco e muito samba, atendendo a um pedido especial do próprio cantor.
“É do jeito que ele pediu, a despedida do jeito que ele pediu. Ele queria cerveja liberada para o povo, churrasco. Por mais que difícil fosse fazer isso tudo, não podia não fazer o que ele pediu”, declarou Arlindinho, filho do artista, aos jornalistas presentes.
A homenagem seguiu a tradição africana conhecida como “gurufim”, trazida ao Brasil por africanos escravizados, na qual velórios se transformam em celebrações com música, dança, comida e bebida, valorizando a vida e a alegria do homenageado.









