O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central optou, nesta quarta-feira (30), por manter a taxa básica de juros em 15% ao ano, encerrando assim a sequência de aumentos iniciada em 2024. A Selic permanece no maior nível registrado desde julho de 2006.
Naquele ano, a taxa de juros seguia trajetória de redução após atingir 19,75% em 2005, durante o auge do escândalo do mensalão. Agora, com a decisão do Copom, o Brasil interrompe um ciclo de alta que durou dez meses — de setembro do ano passado até junho de 2025 — e incluiu sete elevações consecutivas, que levaram a taxa de 10,5% para os atuais 15%, acumulando alta de 4,5 pontos percentuais.
A manutenção da Selic acontece em meio a um cenário de instabilidade internacional. Nos últimos dias, cresceu a apreensão do mercado com a medida anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que determinou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, com exceções listadas para quase 700 itens. A ordem executiva foi assinada nesta quarta-feira.
Esse novo capítulo da disputa comercial entre Brasil e EUA adiciona incertezas à economia global e complica a estratégia dos bancos centrais. Também nesta quarta, o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, decidiu manter sua taxa básica entre 4,25% e 4,50% ao ano pela quinta reunião consecutiva, em linha com as expectativas do mercado.









