Já são 30 dias de paralisação dos professores da rede municipal de Salvador. A greve, iniciada no dia 6 de maio, continua sem acordo entre a categoria e a prefeitura, afetando diretamente mais de 131 mil estudantes da capital.
Levantamento do sindicato aponta que 138 escolas estão totalmente paralisadas, enquanto outras 189 operam de forma parcial. Apenas 79 unidades seguem com as atividades normais. Ao todo, mais de 400 instituições integram a rede de ensino da cidade.
“Aproveito essa oportunidade para fazer um apelo aos trabalhadores da educação que voltem à sala de aula. Estamos dando um aumento além do que é possível, fazendo um esforço grande diante das condições hoje que vive o Brasil”, disse o gestor municipal.
O principal ponto de impasse é o pagamento do piso nacional do magistério. Os professores exigem o reajuste integral, enquanto o prefeito Bruno Reis afirma que os salários já estão acima do valor estabelecido em lei. Na tentativa de encerrar o movimento, o prefeito voltou a pedir que os educadores retornem às salas de aula.
Apesar de uma decisão judicial que considerou a greve ilegal, os profissionais decidiram manter a mobilização por tempo indeterminado, alegando que a proposta apresentada pelo município não atende às demandas da categoria. As negociações seguem travadas, e não há previsão de encerramento da paralisação.









