ACM Neto desafia “arrogância” da chapa puro sangue petista: “Prefiro encarar os três”

Política
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Durante uma entrevista concedida à Rádio Excelsior, nesta quarta-feira (14), ACM Neto (UB), ex-prefeito de Salvador e atual vice-presidente nacional do União Brasil, reafirmou sua intenção de concorrer ao governo da Bahia em 2026, mesmo diante da possibilidade de enfrentar uma formação considerada forte dentro do PT: Jerônimo Rodrigues, Jaques Wagner e Rui Costa.

Segundo o líder da oposição baiana, a presença simultânea desses nomes na disputa não o intimida — pelo contrário. Para ele, o enfrentamento direto com essa configuração da base governista pode até facilitar a estratégia eleitoral da oposição.

“Eu, caso seja candidato a governador, particularmente prefiro encarar os três do PT. Acho mais fácil nesse cenário. A gente não escolhe adversário, mas, fazendo uma análise, é mais fácil encarar os três do PT, porque vamos mostrar a panelinha deles. Você gira, gira, gira e termina em Rui Costa, Jaques Wagner e Jerônimo”, disse Neto.

O ex-prefeito também comentou a possível exclusão do senador Ângelo Coronel (PSD) da futura chapa governista. Para ACM Neto, essa movimentação demonstra uma postura de prepotência por parte do PT no estado.

“Não é possível que não haja gente melhor e mais preparada para exercer um mandato de senador ou governador que não seja um dos três. Tem que ser sempre os mesmos? O que é isso? Estão se achando donos do Estado? É um traço forte de arrogância e outro de desprezo pelos aliados”, afirmou o líder oposicionista.

Ao ser questionado pelos jornalistas João Tramm e Victor Pinto sobre um possível alinhamento com Coronel, Neto declarou que, embora ainda não tenham conversado diretamente, não descarta diálogo com o senador, reforçando que mantém uma boa relação com diversos nomes da política baiana e que sua candidatura permanece em construção.

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