“Não nos propuseram nada”, afirma diretora da APLB ao decretar paralisação de 72 horas

Educação
Sumaia Vilela / Agência Brasil

Os professores da Rede Municipal de Salvador decidiram, em assembleia realizada nesta terça-feira (1º de abril), aprovar a paralisação das atividades por 72 horas e declarar estado de greve. A mobilização é uma resposta à falta de cumprimento do piso salarial do magistério, defasado em 58% no município, segundo a categoria.

“Estamos com mesa de negociação instalada e, apesar de já termos nos encontrados em duas vezes, com os secretários de Gestão e Educação, eles não propuseram absolutamente nada. Diante dessa falta de conversa e entendimento, a categoria decidiu fazer essa paralização de 72 horas”, explicou Ciclea Oliveira, diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), em entrevista ao Nordeste Agora.

Além disso, os trabalhadores em educação reivindicam reajuste do piso salarial, liberação de licenças para aprimoramento profissional, revisão do plano de carreira, aumento no tíquete-alimentação e valorização dos professores que avançam na formação acadêmica.

Ainda segundo Ciclea Oliveira, a categoria está mobilizada e organizou um cronograma de atos para pressionar a prefeitura. “Estamos lutando pela aplicação de uma lei que está aprovada há 17 anos, mas que não é cumprida. Precisamos de respeito e valorização”, ressaltou Ciclea Oliveira.

Agenda de mobilização

  • Terça-feira (1º/04): Caminhada após a assembleia até o Mercado Modelo e, à tarde, participação na Caminhada do Silêncio, com concentração às 15h30, na Praça da Piedade.
  • Quarta-feira (2/04): Protesto em frente à Prefeitura de Salvador, às 9h.
  • Quinta-feira (3/04): Grande caminhada da Rítula do Abacaxi até o Shopping da Bahia, com concentração às 8h.
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