626 famílias de marisqueiros recebem assistência emergencial após interdição da praia de São Tomé

Política
Bruno Concha / Secom PMS

A Prefeitura de Salvador deu início, nesta quarta-feira (8), a uma mobilização emergencial para apoiar pescadores, marisqueiras e trabalhadores ambulantes de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário. A comunidade vem sendo diretamente afetada pela contaminação química registrada na praia da região. Entre as medidas adotadas estão a distribuição de cestas básicas, orientação sobre o funcionamento do restaurante popular e atualização do Cadastro Único para acesso a benefícios sociais.

A iniciativa envolve as secretarias municipais de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) e Especial do Mar (Semar), contemplando 626 famílias. O atendimento segue até quinta-feira (9), na Escola Municipal Otaciano Pimenta, das 8h às 17h, voltado a pessoas previamente inscritas na Sempre. Além da entrega dos alimentos, a ação também busca facilitar o acesso ao Cadastro Único, evitando deslocamentos até o bairro do Comércio, onde funciona a unidade central. Com isso, os beneficiários podem solicitar auxílios federais, como o Seguro-Defeso.

A praia de São Tomé de Paripe foi interditada em 11 de março, após análise do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que identificou a presença de substâncias como cobre e nitrato na areia. Também foram observadas manchas de coloração azulada e amarelada, além da morte de animais marinhos. Esses contaminantes podem provocar problemas de saúde, como infecções, hepatite A e conjuntivite. O terminal local chegou a ser suspenso, mas já retomou as atividades. As investigações seguem sob responsabilidade do governo estadual.

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