Preservar documentos significa também preservar trajetórias, memórias e identidades. No Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), cada caixa de documentos, manuscrito ou registro ajuda a reconstruir momentos importantes da história do Brasil. Nesta quinta-feira (5), a instituição celebrou 136 anos de existência reforçando sua importância como um dos principais espaços de preservação da memória baiana. Durante a comemoração, o governador Jerônimo Rodrigues entregou melhorias, anunciou novos investimentos e ressaltou a relevância da conservação do patrimônio histórico.
A data também foi marcada por um reconhecimento internacional. A coleção Passaportes de Escravizados, Libertos, Livres e Africanos (1821–1889), que faz parte do acervo colonial do Arquivo Público da Bahia, passou a integrar o Registro Regional da América Latina e Caribe do Programa Memória do Mundo, da Unesco. Os documentos são considerados fontes relevantes para pesquisas sobre o período da escravidão. Com essa inclusão, o APEB se torna a primeira instituição baiana a alcançar essa etapa regional e agora passa a disputar o reconhecimento em nível global.
“Preservar a memória é um compromisso com o passado, mas também com o futuro. Garantir que esse prédio seja definitivamente do Estado é proteger um patrimônio que pertence ao povo baiano. E o reconhecimento da Unesco mostra que o que está guardado aqui tem importância para o mundo”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues.









