Após o falecimento da cantora Preta Gil, ocorrido no domingo (20), em Nova York, aos 50 anos, iniciaram-se os procedimentos legais e administrativos para o retorno de seu corpo ao Brasil. Segundo o Consulado-Geral do Brasil em Washington D.C., esse processo deve ser coordenado por uma funerária norte-americana, em conjunto com uma empresa funerária brasileira, respeitando as exigências legais e sanitárias de ambos os países.
Entre os documentos obrigatórios para a repatriação estão: a certidão de óbito, a autorização para o transporte do corpo, o laudo de embalsamamento conforme as regras dos EUA e uma declaração sanitária que comprove que a causa da morte não foi uma doença transmissível. Caso houvesse risco de contaminação, o corpo teria que ser transportado em um caixão metálico completamente lacrado.
Conforme as diretrizes do governo brasileiro, esses documentos devem passar por validação de uma autoridade local, como o Secretary of State. Além disso, o embarque do corpo só é permitido após liberação oficial do aeroporto. Em situações de cremação, são necessárias permissões adicionais, e as cinzas devem ser enviadas em uma urna selada e resistente. Os custos do procedimento são totalmente arcados pela família.
Preta Gil lutava contra um câncer no intestino desde 2023. No fim daquele ano, foi submetida a uma cirurgia de 18 horas no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Em maio de 2025, viajou aos Estados Unidos em busca de um tratamento inovador. “No Brasil, já fizemos tudo que podíamos, agora a minha chance de cura está no exterior”, afirmou na época, em entrevista ao programa “Domingão com Huck”.









