Mesmo após pressão do 2 de julho, professores seguem sem atualização na greve

Política
Nordeste Agora

A greve dos professores em Salvador, iniciada em 4 de maio, chega à marca de dois meses nesta sexta-feira (4). O movimento tem provocado forte impacto no cenário político local, com episódios marcantes, como a ocupação da Câmara de Vereadores por servidores e o apoio público registrado no 2 de Julho, quando o presidente Lula levantou uma placa em solidariedade à causa.

Apesar da pressão simbólica gerada pelas vaias direcionadas ao prefeito Bruno Reis (UB) durante o desfile cívico, os docentes entrevistados pelo Aratu On avaliam que o episódio teve efeitos políticos, mas nenhum avanço concreto nas negociações foi alcançado. Até o momento, não há indicativos de que uma nova rodada de diálogo com a gestão municipal esteja prevista.

Na semana passada, a Prefeitura apresentou uma nova proposta à categoria, que acabou sendo rejeitada pelos professores. Para os próximos dias, está previsto um seminário na segunda-feira (7) com o objetivo de esclarecer os pontos do texto apresentado. Já na terça-feira (8), os profissionais da educação devem se reunir em nova assembleia para discutir os próximos passos e possíveis desdobramentos da paralisação.

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