Fogo Simbólico marca encerramento do desfile do 2 de Julho no Campo Grande

Salvador
Betto Jr./Secom PMS

A cerimônia de encerramento do desfile cívico em comemoração aos 202 anos da Independência do Brasil na Bahia foi realizada na tarde desta quarta-feira (2), na Praça 2 de Julho, no Campo Grande, em Salvador. O evento contou com a presença do prefeito Bruno Reis, da vice-prefeita Ana Paula Matos, além do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Durante a solenidade, ocorreu a chegada dos tradicionais carros alegóricos do Caboclo e da Cabocla, o hasteamento das bandeiras do Brasil, da Bahia e de Salvador, a colocação da coroa de flores no monumento ao 2 de Julho, além do acendimento da pira com o Fogo Simbólico pelo cantor e mestre de capoeira Tonho Matéria. Também foram executados o Hino ao 2 de Julho e outras peças musicais, com participação do coral e da Banda de Música Wanderley, da Polícia Militar.

A programação segue à noite com a 34ª edição do Encontro de Filarmônicas, que acontece no Campo Grande e reúne grupos musicais de diferentes regiões da Bahia. A apresentação é gratuita e conta com bandas como a da Guarda Civil Municipal de Salvador, a Filarmônica da UFBA, a Sociedade Filarmônica 13 de Junho (Paratinga), a Euterpe Lapense (Bom Jesus da Lapa), a 5 de Março (Muritiba) e a anfitriã Oficina de Frevos e Dobrados. A direção musical é assinada pelo maestro Fred Dantas.

Marinha

Mais cedo, o Comando do 2º Distrito Naval promoveu uma cerimônia cívico-militar no bairro do Comércio, também nesta quarta-feira. O ato rememora as batalhas navais pela independência e teve participação da Marinha do Brasil.

Sob liderança do vice-almirante Gustavo Calero Garriga Pires, comandante do 2º Distrito Naval, o evento incluiu o hasteamento das bandeiras no Forte São Marcelo, a execução dos hinos nacional e do 2 de Julho e o tradicional toque de ombro – disparo cerimonial com fuzis sobre a Baía de Todos-os-Santos, em homenagem aos combatentes que perderam a vida nos confrontos marítimos.

“A Marinha realiza esta cerimônia em homenagem a esta data tão importante da nossa história pela consolidação efetiva da nossa independência. O 2 de Julho é muito mais do que a Independência do Brasil na Bahia, é uma data que nos inspira, que nos motiva e encoraja a enfrentar os nossos desafios e que faz com que nela possamos ter a força necessária para realizar os nossos sonhos. É com a Independência do Brasil na Bahia que o baiano vive de forma independente, de forma soberana para ser um povo, que sem sombra de dúvidas, é diferenciado em todo o nosso país”, destacou Bruno Reis.

Memória e resistência

A atuação da Marinha nas lutas pela Independência incluiu bloqueios navais ao redor de Salvador e a apreensão de embarcações que abasteciam as tropas portuguesas. Um dos nomes emblemáticos desses combates foi o do segundo-tenente da Armada Nacional e Imperial, João Francisco de Oliveira — conhecido como João das Botas.

Responsável pela formação da Flotilha Itaparicana, João das Botas liderou ações decisivas contra os portugueses por mais de sete meses, transformando barcos civis em navios de guerra. Entre os episódios mais simbólicos está a batalha de 7 de janeiro de 1823, quando pescadores, marisqueiras e combatentes conquistaram uma das primeiras vitórias estratégicas frente às forças coloniais.

Agenda segue depois do 2 de julho

As atividades comemorativas seguem até o dia 13 de julho, sob o tema “Eu sou o 2 de Julho”. Organizadas pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) e da Fundação Gregório de Mattos (FGM), as celebrações incluem, nesta quinta-feira (3), a apresentação do Coral da Cidade do Salvador e o tradicional Baile da Independência. Já na sexta (4), o cantor Gerônimo faz show no Campo Grande. No sábado (5), ocorre a Volta dos Caboclos. A Festa de Labatut será realizada no final de linha de Pirajá, entre os dias 11 e 13, e no dia 13 haverá missa na Igreja de São Bartolomeu, também em Pirajá.

Veja também