Após a morte da brasileira Juliana Marins, que sofreu uma queda enquanto realizava uma trilha no Monte Rinjani, o governador da província indonésia de Nusa Tenggara Ocidental, Lalu Muhamad Iqbal, veio a público reconhecer as deficiências no sistema de resgate em regiões vulcânicas do país.
Por meio de uma carta aberta divulgada em seu perfil no Instagram, Iqbal lamentou profundamente o episódio e reconheceu que a estrutura atual está aquém do necessário para lidar com situações emergenciais como essa. “Estamos todos profundamente abalados por essa tragédia, especialmente por ter ocorrido aqui, em nossa terra natal”, escreveu ele.
O governador explicou que, apesar dos esforços das equipes de socorro, as características do terreno — especialmente a areia solta — dificultaram o uso de aeronaves, uma vez que partículas entravam nos motores dos helicópteros, elevando o risco da operação. Ele também apontou a escassez de profissionais especializados em resgate em altura e a limitação dos equipamentos disponíveis como entraves decisivos.
Em resposta à tragédia, Iqbal se comprometeu a realizar uma revisão completa das condições de segurança da trilha do Monte Rinjani, que, segundo ele, “deixou de ser apenas uma rota de caminhada para se tornar um destino turístico internacional”. A promessa é de investir em infraestrutura, treinamento e equipamentos para evitar que novos casos como esse se repitam.









