Wanda Chase morre durante cirurgia em Salvador

Bahia
Divulgação

A jornalista e ativista Wanda Chase faleceu na noite de quarta-feira (2), durante um procedimento cirúrgico para tratar um aneurisma da aorta no Hospital Teresa de Lisieux, localizado em Salvador. O sepultamento está previsto para acontecer no sábado (5), no Cemitério Campo Santo, aguardando a chegada de seus familiares à capital baiana.

Natural do Amazonas, Wanda mudou-se para a Bahia em 1991. De acordo com relatos da família, a jornalista mencionou problemas de saúde há aproximadamente um mês, após sofrer com uma virose. Ao buscar atendimento médico, recebeu o diagnóstico inicial de infecção urinária, seguido por uma infecção intestinal. Na quarta-feira, deu entrada no hospital e foi identificada com aneurisma dissecante da aorta, uma condição grave que afeta a principal artéria do corpo.

O procedimento cirúrgico começou por volta das 17h e, cerca de seis horas depois, sua morte foi comunicada aos familiares.

Wanda Chase deixou uma marca significativa no jornalismo baiano. Durante sua trajetória profissional, passou por veículos como Rede Manchete, TV Cabo Branco e Rede Globo Nordeste, além de ter atuado como assessora de imprensa da banda Olodum. Após se aposentar, passou a escrever como colunista no portal iBahia e integrou um projeto de podcast. Neste carnaval, festa a qual ela dedicava seus estudos sobre o Movimento Negro, ela participou como apresentadora da transmissão do A Tarde.

Com uma carreira premiada, acumulando 45 troféus ao longo de mais de 30 anos, Wanda se destacou por enaltecer a cultura da Bahia, especialmente as expressões culturais afro-brasileiras. Em 2002, foi homenageada com o Título de Cidadã Soteropolitana pela Câmara Municipal de Salvador. Em março deste ano, receberia o Título de Cidadã Baiana pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), mas a cerimônia foi adiada devido ao agravamento de sua saúde.

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