Bruno Reis defende leilão de terrenos e afirma: “Não tinham mais nada de verde”

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Betto Jr. / Secom PMS

Após a polêmica envolvendo a anulação do leilão do Morro Ipiranga, no bairro da Barra, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), respondeu às críticas da vereadora Aladilce Souza (PCdoB). O gestor garantiu que sua administração tem preservado áreas verdes essenciais e que os terrenos leiloados já não possuíam vegetação significativa.

Durante uma entrevista, Bruno Reis reforçou o compromisso da prefeitura com a preservação ambiental e citou investimentos em novos parques na cidade.

“Vejam vocês que diferença. Todas essas áreas, áreas sim que eram necessárias ser preservadas do ponto de vista ambiental para implantação de novos parques, como nós implantamos. Está vindo aí o Parque do Vale da Mada Escura, está vindo aí o Parque de Pitanga, que vai se somar aos outros parques que nós implantamos na cidade nos últimos anos. Tem algo que a gente tem muito orgulho, sem sombra de dúvida, toda a transformação que a gente realizou na área de proteção ambiental e preserva”, afirmou o prefeito.

Terrenos descaracterizados

Bruno Reis também justificou a alienação de algumas áreas, alegando que muitos terrenos classificados como “verdes” já estavam antropizados e sem utilidade para a população. Além disso, ressaltou que a prefeitura precisa arcar com custos para a manutenção dessas áreas.

“Então, as áreas que têm uma nomenclatura lá atrás de verde, que muitas delas não têm nada mais de verde, áreas antropizadas, que não têm qualquer utilidade para o cidadão que não frequenta essas áreas, não utiliza essas áreas. Pelo contrário, tem um custo da prefeitura, porque tem que retirar os entulhos que as pessoas jogam, tem que evitar que essas áreas sejam invadidas. São essas áreas que a prefeitura procura alienar para ter mais recursos para implantar projetos importantes”, explicou.

A polêmica sobre o leilão do Morro Ipiranga reacendeu o debate sobre planejamento urbano e preservação ambiental em Salvador, levantando questionamentos sobre o equilíbrio entre desenvolvimento e conservação da cidade.

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