Ponte Salvador-Itaparica deve ficar pronta em até cinco anos, diz presidente da Comissão de Infraestrutura da ALBA

Bahia
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Após uma visita técnica ao canteiro de obras da Ponte Salvador-Itaparica, o deputado estadual Eduardo Salles (PP), presidente da Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), afirmou que a construção deve ser concluída em até cinco anos, com previsão de inauguração em 2030. O parlamentar destacou a importância da obra para o desenvolvimento do estado e o impacto positivo na mobilidade da capital baiana.

A inspeção foi realizada nesta terça-feira (18) com a presença de deputados, técnicos do consórcio responsável pela obra e representantes da Secretaria de Infraestrutura do Estado. Durante a visita, a equipe conheceu os detalhes do projeto e acompanhou o avanço das sondagens geotécnicas, que já estão 95% concluídas, desse modo, foram feitos 100 dos 105 buracos necessários.

“Fomos até a balsa, próxima à Ilha de Itaparica, onde recebemos a informação de que há um ano reservado para a conclusão dos licenciamentos ambientais e do projeto estrutural. Depois disso, serão mais cinco anos para a construção da ponte”, explicou Eduardo Salles em entrevista ao Nordeste Agora.

O projeto, que representa um investimento superior a R$ 10 bilhões, prevê uma concessão de 35 anos, sendo cinco para a construção e 29 para a administração da infraestrutura. A ponte terá 12,4 quilômetros de extensão, tornando-se a maior da América Latina.

O deputado também ressaltou o impacto positivo na mobilidade, citando o alívio esperado para a BR-324. “Hoje, essa rodovia está sobrecarregada. Estudos indicam que 30% do tráfego será redirecionado para a ponte, reduzindo congestionamentos e melhorando o acesso a Salvador, especialmente em feriados e momentos de trânsito intenso. Ela não é só uma ponte, na verdade, é um novo eixo de desenvolvimento para a Bahia”, pontuou.

Para Salles, a construção da ponte representa um marco histórico para a infraestrutura baiana e uma resposta a um problema antigo de mobilidade. “Quantas pessoas já perderam suas vidas na BR-324 por causa de engarrafamentos? Esse é um dia de fé, um momento histórico para a Bahia”, concluiu.

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