O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou neste domingo (16) de um ato em Copacabana, no Rio de Janeiro, ao lado de governadores, deputados federais e senadores. A manifestação teve como principal pauta a defesa da anistia para os envolvidos nos eventos de 8 de Janeiro.
Na Câmara dos Deputados, um projeto de lei sobre o tema está em discussão desde o ano passado.
O ato também ocorreu em meio à expectativa pelo julgamento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que nos dias 25 e 26 de março analisará a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou do ato em Copacabana, no Rio de Janeiro, neste domingo (16), vestindo um colete à prova de balas. Durante o discurso, ele afirmou que “jamais poderia imaginar” que o Brasil teria “refugiados brasileiros mundo afora”, em referência a apoiadores que buscaram refúgio em outros países, como a Argentina, após os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Bolsonaro também voltou a defender os presos pelos atos de 8 de janeiro, alegando que “são inocentes e não cometeram nenhum ato de maldade”.
O ex-presidente sugeriu ainda que há um interesse das autoridades em condená-lo. “O que eles querem? É uma condenação. Se é 17 anos para as pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim. Não vou sair do Brasil. A minha vida estaria muito mais tranquila se eu estivesse ao lado deles”, declarou.
“Quando eles querem me tirar por uma condenação, já que a inelegibilidade está ameaçada para eles, inventam uma historinha de golpe. Que golpe é esse que eu tenho que provar que não dei? Tem que ser o contrário, eles têm que provar que eu tentei”, destacou.