Prefeito Bruno Reis justifica leilão de Terrenos da Prefeitura

Salvador
Valter Pontes / Secom PMS

Em coletiva na manhã desta quarta-feira (19), o prefeito Bruno Reis (União Brasil) defendeu a venda de terrenos e áreas pertencentes à Prefeitura de Salvador, como parte de uma estratégia para aumentar a arrecadação do município. Ele destacou que essas propriedades não estão sendo aproveitadas e não geram receita para a cidade.

“Não serve para nada. Não gera um real de imposto para a Prefeitura de Salvador. A Prefeitura desafetou uma área que está quase sem vegetação, eu quero que vocês vão lá verificar a vegetação que existe está pouca, é fácil ser feito o transplantio ou o replantio com a política de compensação de árvores”, afirmou, mencionando o leilão de uma encosta na Barra.

Bruno Reis também revelou que a venda de um terreno na Barra, próximo ao Clube Espanhol, renderá mais de R$ 50 milhões para o município ainda este ano. O terreno foi leiloado recentemente, e o valor obtido será direcionado para iniciativas da gestão municipal.

“Com uma área avaliada por R$ 4 milhões, que nós levamos para leilão e foi arrematada por R$ 16 milhões. Quem comprou, vai pagar o ITIV para transferir para o nome, uma área que não pagava IPTU, vai pagar IPTU de mega empreendimento imobiliário [que será instalado no local]. Foi uma decisão acertada ou não?”, questionou, defendendo o processo de leilão.

Bruno Reis finalizou comparando com sua atitude com a do Governo do Estado, que também planeja leiloar áreas de grande porte, como o antigo Centro de Convenções, o Detran, a antiga Rodoviária de Salvador e o Colégio Odorico Tavares. Segundo o prefeito, essas áreas são de utilidade pública, ao contrário da encosta na Barra, que, conforme ele, não possui tal função.

Veja também