Sem presença da Prefeitura, vereadores realizam audiência pública sobre Carnaval

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Nesta quarta-feira (12), a Câmara Municipal de Salvador foi palco de uma audiência pública sobre o Carnaval. O evento, intitulado “Trabalhador Legal”, reuniu representantes de diversas categorias, desde Associação de Moradores da Barra, até representantes das classes trabalhadoras como cordeiros, ambulantes, músicos e profissionais do setor de entretenimento, que relataram desafios enfrentados antes, durante e após a folia. Apesar da presença de diversas classes, o debate não contou com a presença da Prefeitura.

Em entrevista ao Nordeste Agora, Leal lamentou a ausência da do Executivo no encontro, enfatizando que a administração municipal é a responsável direta por solucionar as queixas apresentadas. “Infelizmente, mais uma vez não apareceu ninguém da Prefeitura, que é a principal organizadora do Carnaval e tem, de fato, a caneta na mão para resolver esses problemas”, afirmou.

Outro ponto abordado foi a marcação antecipada de espaços para ambulantes nas ruas da Barra. O vereador destacou que essa prática tem gerado reclamações de moradores e comerciantes, uma vez que a estrutura do Carnaval começa a ser montada meses antes da festa, impactando a rotina da cidade. “O Carnaval não dura só seis ou sete dias, como as pessoas pensam. Ele começa dois meses antes, com a montagem da estrutura, e continua depois com a desmontagem. Os ambulantes também chegam antes para garantir os melhores pontos de venda, o que mostra que ainda há desorganização no planejamento”, explicou.

Ainda sobre os pleitos dos trabalhadores está a disponibilização de um local para que eles possam deixar seus familiares durante o evento. Além disso, defendeu a isenção da taxa cobrada pela Prefeitura para a liberação do comércio informal no período carnavalesco e criticou a obrigatoriedade de venda de apenas uma marca de cerveja, o que, segundo ele, prejudica as vendas e limita as opções do público.

Na audiência, os ambulantes questionaram a obrigatoriedade de vender apenas uma marca de cerveja e denunciaram o alto custo para recuperar mercadorias apreendidas, que pode chegar a R$ 500. Além disso, apontaram a ausência de um espaço adequado para descanso e apoio às suas famílias durante o evento.

Leal apresentou ainda uma proposta na Câmara que propõe a criação de um ponto de apoio fixo para os cordeiros nos circuitos do Carnaval de Salvador. “Nossa expectativa é que essa medida seja analisada rapidamente pelas comissões e votada em plenário o quanto antes. Estamos fazendo a nossa parte”, concluiu.

A audiência contou com a participação dos vereadores Randerson Leal (Podemos), Maurício Trindade (PP), Eliete Paraguassu (PSOL), Aladilce (PCdoB), Marta Rodrigues (PT) e Hamilton Assis (PSOL). Além disso, esteve presente a Secretaria de Emprego, Trabalho e Renda da Bahia.

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