A praia do Porto da Barra segue vivendo impasse sobre a presença dos barraqueiros. Nesta quarta-feira (29), os permissionários retornaram gradualmente ao trabalho, após o “estado de greve geral” do dia anterior contra as novas regras de ocupação do espaço, impostas pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEMOP). Até as 10h, poucos sombreiros haviam sido montados, e muitos trabalhadores ainda não haviam retomado suas atividades.
Segundo a SEMOP, a medida foi adotada após denúncias de moradores e turistas sobre o excesso de cadeiras e sombreiros ocupando a faixa de areia, dificultando a circulação e acomodação dos banhistas. Para garantir um uso mais equilibrado do espaço, foi determinada a limitação de 10 sombreiros e 30 cadeiras por permissionário, que só podem ser instalados mediante solicitação dos clientes. A Secretaria ainda afirma que a quantidade foi estipulada por meio de acordo com o próprio grupo de barraqueiros e descontentamento posterior estaria gerando supresa por parte órgão.
No entanto, os trabalhadores alegam que a quantidade imposta é insuficiente para atender à demanda e reivindicam uma revisão da regra. Os ambulantes pedem que o limite seja ampliado para 30 sombreiros por permissionário, o que resultaria em 900 cadeiras na faixa de areia — número inferior à metade da capacidade da praia, estimada em mil cadeiras. Atualmente, 35 trabalhadores atuam no Porto da Barra, o que permitiria um total de 350 sombreiros e 1.050 cadeiras seguindo a regra atual.
Fiscalização reforçada
A SEMOP, por meio de nota, detalhou que a ação faz parte da Operação Verão, dentre outras medidas também está inclusa a proibição do uso de garrafas de vidro, além de exigir que os sombreiros só sejam montados após as 9h e que os kits sejam disponibilizados conforme a chegada dos clientes. Para garantir o cumprimento das normas, cinco equipes extras foram deslocadas para reforçar a fiscalização no local.
A pasta informou ainda que os permissionários têm um prazo de 15 dias para regularizar seus cadastros e que, após o Carnaval, uma nova reunião será realizada para avaliar os impactos das ações e discutir possíveis ajustes.
Enquanto o impasse persiste, o Porto da Barra segue com um cenário incomum para um dia de verão: pouca estrutura montada na areia e turistas encontrando um ambiente diferente do habitual.