Porto da Barra amanhece sem barraqueiros em protesto contra novas regras da Semop

Salvador
Matheus Landim/GOVBA

Nesta terça-feira (28), a Praia do Porto da Barra, amanheceu com sua faixa de areia sem barracas, cadeiras e sombreiros.  Os elementos do cenário, foram retirados pelos barraqueiros em protesto contra as novas regras estabelecidas pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop). As normas limitam o número de kits – formados por uma mesa, um sombreiro e quatro cadeiras – que cada trabalhador pode usar, restringindo a quantidade a 10 por permissionário.

As mudanças foram adotadas após reclamações de banhistas sobre o uso excessivo da areia pelos barraqueiros, o que comprometia o espaço público disponível aos frequentadores. Além de limitar os kits, a Semop determinou que os vendedores só podem atuar dentro do trecho delimitado entre o Forte São Diogo e o Forte de Santa Maria. As medidas visam equilibrar o uso coletivo da praia em uma das áreas mais frequentadas da cidade.

Durante o último final de semana, a Semop realizou uma fiscalização para verificar o cumprimento das novas normas. Apesar de muitos permissionários terem respeitado as diretrizes, alguns ultrapassaram os limites e foram notificados. Segundo o órgão, cinco equipes extras monitoraram a aplicação das regras, que incluem a padronização de equipamentos e a exigência de montagem dos kits apenas quando solicitados pelos clientes.

Novas regras
As mudanças, implementadas no dia 23 de janeiro, foram debatidas previamente em uma reunião com os 30 permissionários que atuam no Porto da Barra. A decisão foi motivada por reclamações constantes de que a grande quantidade de sombreiros e cadeiras estava criando uma “privatização” do espaço público. Muitos frequentadores se queixaram da dificuldade de encontrar áreas livres para estender uma canga e da obstrução da vista para o mar devido ao excesso de sombreiros.

Após o Carnaval, a Semop pretende reavaliar os impactos das medidas e, se necessário, realizar ajustes. O caso reacende o debate sobre a ocupação das praias em Salvador, destacando a busca por um equilíbrio entre o acesso público e as atividades econômicas na orla.

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