O maestro Carlos Prazeres, da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), explicou nesta segunda-feira (6), o projeto ‘OSBREGA – Concerto de Amor, volume 2’, evento que acontece nos dias 10 e 11 de janeiro. Em entrevista ao programa É Notícia, da Rádio Excelsior, o musicista explicou como foi o processo de escolha da playlist.
“E se a gente fizesse uma homenagem que não é caricata? É uma homenagem para essas músicas que embalam nosso coração. Falou de amor, a gente está colocando no nosso concerto do amor. Então, desde Cheio de Manias até a moda do momento, Só Fé, do Grelo, que é uma música linda, traz a mensagem de que as coisas boas da vida são graça”, comentou.
A segunda edição do OSBREGA retorna a presença dos cantores Almério e Mãeana, e custa R$30,00 a meia e R$60,00 a inteira. A primeira sessão, marcada para 10 de janeiro, teve seus ingressos esgotados em apenas cinco dias, a procura foi tamanha que a OSBA abriu nova data para o sábado. Questionado, Prazeres acredita que o sucesso com o público se deve a essa identificação popular.
“A gente conseguiu essa relação boa com o público porque quando uma orquestra chega na sociedade, para representá-la e trocar com ela vai gerar uma sensação de pertencimento. Agora, a partir do momento que uma Orquestra vem no intuito de aparecer para civilizar a sociedade, porque acha que só aquela música é boa. Mas o que é uma música boa?”, acrescentou.
Apesar da iniciativa ter agradado muitos, uma parcela também criticou o projeto de trazer o brega para a música clássica. Na entrevista, o maestro atribui essa visão ao elitismo e preconceito com o gênero.
“A Orquestra Sinfônica da Bahia é uma das que menos faz música popular. Por exemplo, a Petrobrás Sinfônica fez recentemente: Pink Floyd Sinfônico, Michael Jackson Sinfônica, e por aí vai…outras orquestras também fazem. Mas o OSBREGA teve essa repercussão toda porque traz a música do povo. É uma questão social, não técnica ou musical. Uma orquestra ao assumir isso e representar sua população está servindo não só musicalmente, mas também de luta contra o preconceito e elitismo”, finalizou