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Advogada é achada morta na Chapada dos Guimarães após denunciar assédio

11 nov 2016

| 09h15 | Brasil
Divulgação

O corpo da advogada Ariadne Wojcik, 25 anos, foi achado na quarta-feira (9) em um posto turístico da Chapada dos Guimarães, próximo a Cuiabá. Ela desapareceu depois de fazer um texto no Facebook acusando um professor de assédio durante um estágio. Um inquérito da Polícia Civil investiga a morte, que a princípio é tratada como suicídio. Formanda pela Universidade de Brasília (UnB), ela foi nomeada na terça-feira (8) para uma vaga no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e tomaria posse ontem.
Depressão
A polícia investiga se a advogada sofria de depressão, além de apurar também se o suposto assédio contribuiu para sua morte. Na bolsa achada perto do corpo da advogada, a polícia encontrou um cartão com telefone de um psiquiatra, que afirmou que a jovem passava por uma quadro depressivo. Uma carta, com informações similares à da postagem no Facebook, também foi achada.

O delegado Diego Martimiano, que investiga o caso, afirmou que o psiquiatra da jovem disse que ela "tinha um quadro de depressão profunda" e que ele receitou medicamentos de uso controlado, mas Ariadne recusou porque não queria tomar remédios.

A jovem, que havia se mudado de Brasília para Cuiabá há 15 dias, morava na casa de um tio. Ela chamou um táxi e pediu para ir até o mirante, que é um ponto turístico da Chapada dos Guimarães. Familiares e amigos não tiveram mais contato com ela e, assustados com a mensagem no Facebook, deram início às buscas. O corpo foi achado à noite. 

O professor citado pela jovem, Rafael Silva, disse ao site Metrópoles que o relacionamento dos dois sempre foi profissional e negou o assédio. Ariadne estagiou em um escritório de advocacia do docente. "A demissão dela foi tranquila, sem problemas. Em agosto deste ano, ela começou a me mandar e-mails dizendo que eu tinha grampeado o celular dela, colocado câmeras na casa e a estava perseguindo”, diz.

Segundo ele, amigos pediram que ele não registrasse o caso porque Ariadne tinha problemas psiquiátricos. “Fiquei muito triste quando ela mandou esses e-mails. Comuniquei a quem senti que devia comunicar. De fato, não prestei queixa porque ela havia acabado de se formar e era uma pessoa de quem eu gostava muito. Não queria que isso prejudicasse ela na atividade profissional”, afirma.


Fonte: Correio da Bahia.

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